Criado Cego Surdo e Mudo
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Aqui eu escrevo tudo o que se passa no meu interior e mostro que, de poeta e louco, todos nós temos um pouco. Você conhecerá o meu outro lado, ousado e íntimo, o que torna as coisas muito mais interessante...!!! Vem comigo nessa minha viagem! Este "diário" é seguro. Está guardado num Criado Cego, Surdo e Mudo. Não poderá contar nossos segredos pois, não vê, escuta ou fala! Só guarda para si, toda a nossa intimidade... Andréa Feder - Maio/2004


Dê sua opinião sobre a poesia abaixo: Segunda-feira, Outubro 24, 2005

Vem, me descobre e me acorda para a vida!

Quando me imagino nos seus braços,
Tendo seu corpo colado ao meu,
Sinto que o mundo gira sem direção,
Que minha alma se funde a sua
Ao simples toque de sua pele nua
Ao compasso descompassado do meu coração.

Penso na sua boca macia e quente
E naquele beijo que deu vida ao que era latente
Mostrando-me um caminho que eu sequer imaginava...
Depois me rendo ao desejo insano
De amar você, meu amor profano,
Redescobrindo que amar era mais que eu sonhava.

E estava ali... do meu lado...
Esse tempo todo, parado.
Esperando um sinal meu!

Estou aqui, amor inconseqüente!
Vem e transforma esse coração frio em quente,
E usa do corpo, louco, que sempre foi só seu!

postado por: ANDREA FEDER 3:21 PM


Dê sua opinião sobre a poesia abaixo: Sexta-feira, Setembro 16, 2005

Delícia de Vício

Seus olhos me seduzem
Assim como seus lábios quentes
Que em contato com meu corpo sereno
Revela-se insano e inconseqüente.

Suas mãos fortes e decididas
Tiram meu corpo da letargia
Onde o calor e o arrepio duelam
Em busca de uma sinergia.

Esse corpo forte e protetor
De encontro com meu corpo febril
Encaixa-se com total perfeição.

Sussurros, gemidos e torpor
Frases soltas e um pedido sutil
De não ser somente o gozo do corpo...

Mas, também, do coração.

postado por: ANDREA FEDER 2:31 PM


Dê sua opinião sobre a poesia abaixo: Quinta-feira, Agosto 18, 2005

Sonhos Latentes

Sonho com tua boca quente
Teu toque ardente
Que me seca por dentro
Que me tira o centro
E me leva à loucura.

Sonho com teus dedos brincando
Com teu peito vibrando
Recostado no meu.
E seus olhos me fitando
Como se estivessem me despindo
E ao mesmo tempo me pedindo
Que meu corpo fosse seu.

E eu me doaria sem reservas
Sem pudores e sem senão.
E nossos corpos suados
Enlouquecidos, desvairados
Se amariam como em espasmos
Desnorteados de emoção.

Quando por fim o gozo se desse
Esse seria eterno e infindo
Um momento de desejo findo.
Cairiamos prostrados,
Corpos nús, realizados,
Adormecendo na paz desse sonho lindo.

postado por: ANDREA FEDER 9:01 AM


Dê sua opinião sobre a poesia abaixo: Quinta-feira, Julho 14, 2005

Ai Amor...

Ai Amor...
Palavrinha pequena
De som delicado
Que me alimenta e vicia
E me leva ao pecado!

Ai Amor...
Meu sonho, minha vida
Meu eu, meu tesão.
Que me arrepia
Me toca e acaricia
Me transforma em emoção!

Ai Amor...
Tudo isso é você!

Ai Amor...
Eu desejo morrer
De tanto me dar
De tanto querer
De tanto lhe amar!

Ai Amor...
Não me deixa, volta!
Vem ser meu todo
Me traz de novo
A loucura que me renova!

Ai... Como é bom
Gemer de Amor!
Ai... Como é bom
Simplesmente você,
Amor...

postado por: ANDREA FEDER 7:34 AM


Dê sua opinião sobre a poesia abaixo: Quinta-feira, Julho 07, 2005

Descobri o que você é

Descobri que você me deixou um vazio
Um espaço sombrio
Um buraco, opaco, sem brilho e sem cor.
Você era sinônimo de sonho
De devaneios loucos, insanos,
Você era a figura distante do que eu achava ser amor.

Sonho distante, devaneio delirante, que nunca pude realizar...

O que ela tem que eu não tenho?
Por que você foi sem nunca ter sido?
Por que que eu jamais saberei as respostas?

Sinto tanto a sua falta!
Sua importante presença, ora ausente
Da qual, me dei conta, de repente
Ser você o pedaço de mim que está faltando.
Ser a reação inerte que não me move,
Ser a emoção que não mais comove.

Sonho distante, devaneio delirante, que nunca pude realizar...

O que ela tem que eu não tenho?
Por que você foi sem nunca ter sido?
Por que que eu jamais saberei as respostas?

Este é o fato com o qual convivo
E do qual você é a razão maior e principal.
Você mexeu e mexe comigo de forma aguda
Intensa.
Você foi a esperança que eu nutri
De nunca perder minha juventude.
De não ver passar minha maturidade
Sem o devido reconhecimento de uma bela fase.
Sob a sua ótica, eu me senti linda,
Maravilhosa e senhora de mim.

Sonho distante, devaneio delirante, que nunca pude realizar...

O que ela tem que eu não tenho?
Por que você foi sem nunca ter sido?
Por que que eu jamais saberei as respostas?

Pena que tudo não passou de uma época que, como um rio
Passou em minha vida, seguindo seu curso,
No qual meu coração se perdeu e hoje,
Não passa de memória saudosa!
De um amor que não vivi.

Sonho distante, devaneio delirante, que nunca pude realizar...

Porque eu não sou ela e nada tenho.
Porque você foi sem nunca ter sido.
Não tenho respostas porque descobri quem você é:

Sonho distante, devaneio delirante, que nunca pude realizar...

postado por: ANDREA FEDER 7:57 AM


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